Notícia · Ancoragem
Cabo de balancim rompe e 3 trabalhadores ficam pendurados: o papel do ponto de ancoragem
Em maio de 2026, trabalhadores sobreviveram à ruptura de um balancim em BH. Entenda por que o sistema de ancoragem independente e certificado salva vidas.
GRM Engenharia 2 min de leitura

O que aconteceu
Em 7 de maio de 2026, três trabalhadores que pintavam a fachada de um prédio na Pampulha, em Belo Horizonte, ficaram pendurados na altura do 6º andar. O cabo do andaime suspenso rompeu, e eles ficaram presos pela corda do balancim até o resgate dos bombeiros (Itatiaia).
Quando a ancoragem falha, o desfecho muda
Um relatório de acidente analisado pela fiscalização do trabalho mostra o cenário oposto. Um ponto de ancoragem de andaime suspenso cedeu, e os trabalhadores morreram porque o talabarte estava preso à própria fixação do andaime. O relatório apontou ancoragem sem projeto específico e falha na inspeção diária (Análise de acidente — MTE).
A lição é direta: o cinto do trabalhador deve estar ligado a uma ancoragem independente da que sustenta o andaime.
O que a norma exige
O Anexo II da NR-35 trata dos sistemas de ancoragem, e a ABNT NBR 16325 classifica os dispositivos em tipos A, B, C, D e E, de pontos fixos a linhas de vida flexíveis e trilhos rígidos (ABNT NBR 16325 — Normas.com.br). O sistema precisa de:
- Projeto e cálculo estrutural por Profissional Legalmente Habilitado.
- Ensaio de carga após a instalação.
- Marcação e identificação de cada ponto.
- Inspeções inicial, rotineira e periódica, com registro.
Fontes
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